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#1 Fórmula 1

Postado em 11 de junho de 2021 por Julia Ricotta

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A partir dessa semana, iniciaremos uma pequena série de conteúdos voltados especialmente para os amantes da Fórmula 1 e para aqueles que desejam entender um pouco mais sobre esse esporte incrível. Hoje, abordaremos sobre a origem da mais popular modalidade de automobilismo do mundo e daremos início a apresentação de alguns principais componentes que garantem maior desempenho para o carro durante as corridas.

Origem

Ao longo da primeira metade do século XX, na Europa, eram organizadas corridas automobilísticas isoladas conhecidas como “Grands Prix”, em português Grandes Prêmios. Entretanto, somente em 1950, após o fim da 2° Guerra Mundial, a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) decidiu criar, oficialmente, o campeonato de Fórmula 1, que reunia os principais Grandes Prêmios na Europa.

A primeira corrida oficial da Fórmula 1 ocorreu no dia 13 de maio de 1950 no Circuito de Silverstone na Inglaterra, com um público de cerca de 200 mil pessoas, contando inclusive com a presença da rainha Elizabeth. Nesse dia o italiano, Giuseppe Farina, que corria pela Alfa Romeo, foi consagrado como o primeiro automobilista vencedor da corrida de Silverstone.

A princípio o campeonato consistia em poucos Grandes Prêmios disputados somente na Europa nos seguintes países: Inglaterra, Mônaco, Suíça, Bélgica, França e Itália. Posteriormente, os Estados Unidos foram adicionados na competição. Gradualmente, outros países foram incluídos à Fórmula 1, até que em 30 de março de 1972 foi realizado pela primeira vez o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, no circuito de Interlagos.

Atualmente, a Fórmula 1 anunciou no início do ano as 23 etapas previstas para o calendário de 2021, enquanto o GP do Brasil está marcado para o dia 07/11 às 14h.

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Figura 1 – 1° Grande Prêmio da Fórmula 1 em Silverstone (1950).

Atuais Componentes nos Carros

Já é de fácil percepção que os carros de Fórmula 1 são bem diferentes dos veículos utilitários. Há uma série de componentes que foram desenvolvidos a fim de garantir uma alta performance dos carros em altas velocidades, essencialmente em curvas. Motores mais potentes, componentes aerodinâmicos e elementos responsáveis para garantir maior segurança do piloto são algumas das principais diferenças entre os automóveis utilitários e os carros de Fórmula 1.

A cada semana, apresentaremos um novo componente e sua importância para um bom rendimento durante os Grandes Prêmios. O componente apresentado hoje, será a direção.

Direção:

A direção é um componente essencial para o funcionamento de qualquer automóvel. Ele é responsável por traduzir o giro do volante no direcionamento do veículo. Contudo, na Fórmula 1 esse componente mostra-se um pouco diferente. Além de ser mais leve, pode ser retirado do painel e contém vários botões e interruptores.

A direção da Fórmula 1 apresenta mais de 20 botões e cada um com funções específicas. Usualmente esses botões e interruptores podem mudar de nome e posição dependendo de cada escuderia e piloto, uma vez que são personalizados, a fim de garantir uma melhor adaptação de uso. Apresentaremos as funções básicas, com base no volante da Mercedes na temporada de 2019. Se você achava que era difícil mudar de música ou aumentar o volume pelo volante enquanto dirigia, prepare-se, pois pilotar um carro de Fórmula 1 é bem mais complexo que isso!

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Figura 2 – Volante Mercedes, temporada de 2019.

  1. DRS (Drag Reduction System): em português Sistema de Redução de Arrasto, também conhecido como “asa móvel”, tal botão é responsável por abrir a asa móvel e é utilizado em momentos de ultrapassagem nas retas.

  2. +10 e +1:  São atalhos de configuração, isso é, eles interagem com as alavancas (números 15, 17 e 18). Podendo aumentar em +1 ou em +10 alguma configuração especificada e acionada nas alavancas.

  3. N: O click em tal botão é responsável por colocar o câmbio na posição neutra. Caso pressione o botão por alguns segundos, é acionada a marcha ré do carro.

  4. PL: Botão utilizado quando o carro vai para o pit lane, limitando a velocidade na área dos boxes (a velocidade máxima pode variar de acordo com o circuito, geralmente entre 60 ou 80km/h).

  5. PC: Botão utilizado quando o piloto deseja confirmar a entrada do veículo na área dos boxes.

  6. Diferencial: Esse botão é responsável por controlar a diferença de torque durante as voltas. Esse sistema controla a diferença de rotação nas rodas internas e externas de uma curva. O botão vermelho apresenta como o diferencial vai trabalhar na entrada da curva, o azul apresenta como o diferencial vai trabalhar na saída da curva, o branco é utilizado para o diferencial durante a curva. Os três botões trabalham com o diferencial dos carros, diferenciando-se somente no momento que serão utilizados.

  7. BMIG: Botão responsável por ajustar as configurações do freio-motor.

  8. BB-: Botão “Brake Blance”, em português “Equilíbrio de Freio”, é responsável por aliviar a intensidade das frenagens.

  9. BBAL: Utilizado para distribuir e ajustar a frenagem nos eixos das rodas (traseiro ou dianteiro).

  10. BB+: Botão “Brake Blance”, em português “Equilíbrio de Freio”, é responsável por acentuar a intensidade das frenagens.
  11. MARK: Botão utilizado quando o piloto deseja registrar alguma informação que é de relevância para a equipe analisar após a corrida.

  12. X: O botão X é responsável por reverter as ações tomadas pelos botões +10 e +1. Dessa maneira, quando o piloto ajusta uma configuração erroneamente, acima do desejado, para voltar a configuração padrão é preciso apertar o botão 12.

  13. RS: Botão utilizado quando o carro vai largar. O piloto aperta esse botão para que quando ele soltar a embreagem, o motor dê toda a potência permitida para que o carro tenha uma boa largada.

  14. Talk: É o botão utilizado para acionar o rádio para garantir a comunicação entre o piloto e os engenheiros nos pits.

  15. Alavanca Amarela: Responsável pelo mapeamento do motor, garantindo economia ou maior desempenho do motor.

  16. LCD: Responsável por mostrar para o piloto as informações mais relevantes no momento.

  17. Alavanca roxa: Responsável por realizar ajustes como volume de rádio e brilho do visor LCD.

  18. Alavanca azul: Responsável pela recuperação de energia que vem do turbo e dos freios, para posteriormente garantir mais potência numa possível ultrapassagem.

  19. LEDs: Responsáveis por auxiliar o piloto durante a troca de marchas.

  20. Alavancas: Na parte posterior do volante, encontramos as alavancas responsáveis por reduzir a marcha (lado esquerdo) ou aumentar a marcha (lado direito).

  21. Diferencial: Esse botão tem como função garantir que o diferencial tenha um ajuste mais fino e pode ser utilizado em conjunto com os diferenciais de entrada, meio, e final da curva.

 

Curiosidade 

Porque “fórmula” no nome Fórmula 1?

Durante a primeira metade do século XX, havia competições automobilísticas que não regulamentavam a maneira básica que os carros deveriam ser construídos, assim, existiam muitos modelos diferentes na competição. Dessa maneira, a partir da oficialização da FIA, foi criada uma formatação do regulamento, uma espécie de FÓRMULA, a fim de uniformizar os carros e garantir uma corrida mais igual entre os competidores. Como era o 1° regulamento, a modalidade acabou recebendo o nome que se mantém até os dias atuais, “Fórmula 1”.

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Figura 3 – Largada da 1° corrida da Fórmula 1 em Silverstone 1950.

Texto produzido por: Júlia Leite de Faria Ricotta e Fábio Sandrini Costa.

Série de Posts Fórmula 1:
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